O Festival

 

O Azores Burning Summer é um festival eco-musical que acontece desde 2015 no Porto Formoso, ilha de São Miguel. É organizado pela ARTAC - Associação Regional para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo, Ambiente, Cultura e Saúde, e produzido pela Ventoencanado. Não se posiciona como um festival de música para massas, mas sim como um evento de acesso restrito que liga a música à terra, e a arte à consciencialização ambiental. A escolha da praia do Porto Formoso para a realização do evento foi estratégica: o local é caracterizado por uma profunda beleza natural e uma dinâmica que tem marcado gerações. Acontecendo neste lugar, o festival defende e opta pela qualidade da experiência ao invés da quantidade, enquadrando-se na filosofia “less is more”.

O evento está assente nos eixos musical e ambiental, casando-os em harmonia com um cartaz musical fresco e iniciativas de âmbito ecológico. Acontece no final da época balnear e tem como ponto alto a fogueira Burning Summer que acontece na última madrugada. O fogo é símbolo de purificação e transformação nas culturas agrárias, e está inequivocamente ligado ao seu princípio oposto, a água. Acontecendo na praia de Porto Formoso, a fogueira é um símbolo do festival e alude à transformação cíclica: fim do verão, regresso ao trabalho e preparação para o Outono.

ON-U Sound

BIO ADRIAN SHERWOOD

Adrian Sherwood é um dos produtores de Dub e Musica eletrónica mais importantes da história. Criou um estilo de produção musical com base na adição de efeitos sonoros e técnicas de mistura analógica. Re-misturou musicas de Depeche Mode, Simply Red, Cabaret Voltaire, Nine Inch Nails, Coldcut, Primal Scream, The Fall, Sinead O’Connor e Stone Roses. Adrian Sherwood foi considerado um dos grandes inovadores do DUB desde a década de 70. Foi co-fundador da conhecida editora Pressure Sounds e fundador das editoras Hitrun Records, Green Tea Records e Soundboy Records. Adrian é o quarto membro do projecto de hip-hop industrial Tackhead juntamente com Doug Wimbish, Skip McDonald e Keith Leblanc, pertencentes ao conhecido Sugarhill Gang. Em 1979 cria a On-u Sound Records.

www.adriansherwood.com

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Adrian Sherwood é responsável pela editora On-U Sound e assina a direção musical do Azores Burning Summer. A On-U Sound é uma peça fundamental na mobilização de artistas do Reino Unido até Porto Formoso e na criação da identidade musical do evento. Esta identidade assenta nas ideias de frescura, exotismo e ecletismo através de um cartaz composto por artistas portugueses e projetos de eletrónica, funk, dub e reggae com origem em Inglaterra.

Descobre mais: 
on-usound.com
www.adriansherwood.com

 

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Impactos

AMBIENTAL

A ARTAC, em articulação com a Câmara Municipal da Ribeira Grande e com o Governo Regional dos Açores, tem desenvolvido um conjunto de ações com vista à conservação ambiental e melhoria da praia e do parque dos Moinhos em Porto Formoso.

A organização do festival tem como objetivos a redução do lixo e do desperdício, e a alteração de hábitos de consumo por parte do público, sendo que a meta maior a alcançar é o despertar da consciência ecológica coletiva. Tem implementado, desde a primeira edição em 2015, medidas de redução do impacto ambiental como seja o sistema de reutilização dos copos que se traduziu numa redução de cerca de 80% da produção de lixo plástico durante o evento e a utilização de outros materiais recicláveis como pratos e posters.

Quanto à redução do ruído visual, a organização mantém o princípio de restrição dos materiais promocionais de marcas e publicidade. A publicidade está delimitada às zonas de acesso ao recinto, exposições e ao bar. Os materiais promocionais dos patrocinadores serão colocados apenas na área de exposição. A zona de concertos mantem-se limpa de marcas e publicidade.

Salientamos ainda as atividades do programa relacionadas com a consciencialização e sustentabilidade ambientais. Ver Burning Market, Eco Talks, LAPA – land art e Expo.

Ações desenvolvidas:

  • Remodelação e conservação do parque dos Moinhos
  • Limpeza e melhoramento do trilho da ribeira
  • Introdução de sinalética de sensibilização ambiental
  • Melhoramento das instalações sanitárias e sistema de drenagem para águas pluviais
  • Introdução de recipientes de recolha de lixo
  • Plantação de endémicas

ECONÓMICO E SOCIAL

O festival Azores Burning Summer vem contribuir para o alargamento da agenda cultural dos Açores até setembro, um mês tipicamente de transição para a época baixa e reinício da época escolar. Isto constitui uma oportunidade que tanto beneficia a oferta cultural na região como o turismo nos Açores, procura estimular a visita às ilhas e aumentar o tempo de permanência na região, particularmente dos jovens açorianos que estudam no continente e fazem férias nas ilhas. Espera-se uma afluência máxima de seis mil pessoas na edição de 2017, número que contribui para a sustentabilidade do comércio local, sobretudo nos ramos da restauração e do alojamento.

Programa do Festival

SEXTA FEIRA - 1 DE SETEMBRO DE 2017

PRAIA DOS MOINHOS

13H Debate - Eco Talk “O Futuro da Agricultura”
14H Debate - Eco Talk “Mar e sustentabilidade”
15H Debate - Eco Talk “Resíduos e economia circular”
16H Debate - Eco Talk “Turismo, Cultura e sustentabilidade”
17H Debate - Eco Talk “Energia e Mobilidade Verde”

PARQUE DOS MOINHOS

18H DJ Set - Mesquita & Laura
20H Concerto - Samba sem Fronteiras
22H Concerto - The Big Muffin Orchestra
23H Concerto - Lavoisier
00H Concerto - Capitão Fausto
01H DJ Set - Adrian Sherwood
02H DJ Set - Branko
04H DJ Set - Serial Killaz

SÁBADO - 2 DE SETEMBRO DE 2017

PRAIA DOS MOINHOS

14H DJ set -  Sargento Zundapp
16H Jam Session - Homenagem a Prince e David Bowie – org. Sara Cruz

PARQUE DOS MOINHOS

18H DJ Set - Laranjinha
20H Concerto - Anona
21H Concerto - Surma
22H Concerto - Medeiros/Lucas
23H Concerto - Bonga
00H Concerto - Sensible Soccers
02H DJ Set - Coldcut
04H DJ Set - Mike Stellar presents Serendipity
06H Burning Summer (fogueira e música)

Bilhetes

BILHETE - válido para os dois dias de festival

  • 15€ (1 de Julho - 15 de Agosto)
  • 20€ (16 Agosto - 2 de Setembro)

PONTOS DE VENDA

Ponta Delgada: Mascote, Arco 8, Livraria Solmar Ribeira Grande: Pacheco (mercado), Tójò, Mitólândia, TukáTulá Porto Formoso: Maré Cheia, Moinho Terrace Café (praia) Nordeste: O Forno Povoação: Pic Nic Furnas: Caldeiras Lagoa: Nossa Senhora da Graça Vila Franca do Campo: Bar da Marina

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Expo Veículos Eléctricos

A poluição assume várias caras e nenhuma delas é bonita. Os automóveis elétricos têm ganho terreno e adeptos no mercado internacional e nacional, e são muitas as vantagens de passarmos a usar um destes. O nosso impacto e a nossa pegada ecológica diminuem, os ouvidos agradecem e a saúde do planeta, das pessoas e de todos os seres vivos melhora significativamente. Esta mostra pretende despertar a população açoriana para os benefícios que estes veículos trazem à saúde, ao ambiente e à economia.

 

Renault Nissan Mitsubishi Volkswagen Kia Suzuki

Burning Market

O Burning Market é uma feira de artesanato, produtos naturais, peças de autores de ecodesign e outros produtos. Reúne objetos e trabalhos de artífices tradicionais, designers e new crafters. Neste espaço tens a oportunidade de conhecer, experimentar e comprar produtos nacionais e desta forma alimentar o pequeno comércio e a economia local.

ECO TALKS

Os Eco Talks são painéis de debate em torno de questões ambientais proeminentes e são a face ativista do festival. Neles discutem-se assuntos relacionados com turismo, sustentabilidade, agricultura e outros, para os quais são convidados responsáveis políticos e associações locais, conhecedores e especialistas das ilhas e do continente. Os Eco Talks são um dos programas do eixo ambiental do festival.

Coordenação: Filipe Tavares e José Azevedo

13H - O Futuro da Agricultura

A agricultura mundial enfrenta hoje o desafio de alimentar uma população crescente num contexto de enormes condicionantes sociais e ambientais. A estratégia dominante tem sido a da industrialização da produção agrícola, recorrendo a organismos geneticamente modificados e ao uso intensivo de pesticidas e fertilizantes. A sustentabilidade desta estratégia tem sido contestada. À escala dos Açores estas tensões traduzem-se, por exemplo, na intensificação da indústria dos laticínios ou nas dificuldades dos produtores agrícolas locais em concorrer num mercado tão aberto como desigual. O que perdem e o que ganham os açorianos com a opção por uma agricultura mais industrializada e focada na competitividade e na exportação? Pode compatibilizar-se uma maior produtividade agrícola com a conservação da biodiversidade?

Convidados

Fernando Moniz Sousa, Diretor Regional do Desenvolvimento Rural
Jorge Rita, Presidente da Federação Agrícola dos Açores
Lanka Horstink, Universidade de Lisboa
Avelino Ormonde, Agricultura Biológica

Moderadora: Maria João Trota, Universidade dos Açores

14H - Mar e Sustentabilidade

Os fundos oceânicos são crescentemente utilizados para a extração de combustíveis fósseis e está prestes a iniciar-se mineração do mar profundo. O aquecimento global está a alterar ecossistemas e a provocar mudanças de rotas de animais migratórios. A maioria dos stocks de peixe estão sobre-explorados, e a aquacultura continua dependente da captura insustentável de animais selvagens. Como assegurar que os futuros desenvolvimentos no tráfico marítimo e na exploração mineral do mar profundo sejam compatíveis com a qualidade de vida das populações e o equilíbrio dos ecossistemas?

Convidados

Filipe Porteiro, Diretor Regional dos Assuntos do Mar
Fausto Brito e Abreu, Diretor Geral da Politica do Mar
Henrique Ramos, Consultor em Assuntos Marinhos
Mónica Verbeek, Seas at Risk

Moderadora: Helena Calado, Universidade dos Açores

15H - Resíduos e Economia Circular

O modelo de desenvolvimento atual é o de um crescimento económico infinito baseado num sistema produtivo de “usar e deitar fora”. Este modelo é insustentável e está a conduzir ao esgotamento das fontes de matérias primas e a graves problemas de poluição da água, do ar e do solo. Numa economia globalizada, como devem posicionar-se os Açores no panorama da gestão de resíduos? Vão conseguir antecipar as tendências futuras e posicionar-se como agentes numa nova economia baseada em maximizar a produção e consumo locais?

Convidados

Hernâni Jorge, Diretor Regional do Ambiente
Alexandre Gaudêncio, Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande
Francisco Ferreira, Presidente da ZERO
Filipe Tavares, Presidente da ARTAC

Moderador: Paulo Simões, diretor do Açoriano Oriental

16H - Turismo, Cultura e sustentabilidade

O turismo é uma indústria em expansão mundial que tem conhecido um crescimento acentuado também nos Açores nos últimos anos. Para além dos inegáveis benefícios económicos, estão no debate público as questões da sustentabilidade da atividade e do seu impacto cultural e ambiental. Existem limites ao crescimento do turismo? Qual o papel do governo, das câmaras municipais e dos agentes privados na definição do turismo e da cultura que se desenvolvem na Região?

Convidados

Filipe Macedo, Diretor Regional de Turismo
Isabel Albergaria, Universidade dos Açores
Alfredo Vasconcelos, Organização do Boom Festival
Gilberto Vieira, Turismo Rural “Quinta do Martelo”

Moderadora: Lena Goulart, Antena 1 Açores

17H - Energia e Mobilidade Verde

A dependência dos combustíveis fósseis coloca em causa o equilíbrio planetário e o aquecimento global é o desafio existencial do século XXI. Apesar dos avanços na produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, os Açores ainda estão criticamente dependentes dos combustíveis fósseis, sobretudo na área da mobilidade. Quais deverão ser as fontes e os modos de produção elétrica nos próximos anos? Qual o futuro da mobilidade elétrica nos Açores?

Convidados

Andreia Carreiro, Diretora Regional da Energia
Paulo Bermonte, EDA
Nuno Jorge, Coopérnico
Paulo Pereira, Projeto “carro elétrico dos Açores”

Moderador: Francisco Botelho, Especialista em Energia

LAPA land art

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O LAPA – Land Art Project Azores é um projeto artístico independente, mas foi idealizado no Azores Burning Summer 2015. Ambiciona a criação de laços entre o ser humano e a paisagem através da obra artística. LAPA tem a sua origem na «Torre da Derrota”, a escultura criada pelos artistas João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira para a primeira edição do festival. Esta escultura levou ao desejo de se criar um projeto autónomo de land art nos Açores convidando artistas a produzirem peças escultóricas e instalações que estejam em diálogo com o meio ambiente de forma continuada ou temporária. Até ao momento já foram desenvolvidas quatro peças, e na edição de 2017 do festival irão desenvolver-se outras quatro, a saber:

"Fall in Spirit"

Autoria: João Pedro Gomes / Daltonic Brothers
Intervenção: Vídeo instalação
Local: Parque dos Moinhos

"Quatro Graus"

Autoria: Rui Sabino
Intervenção: Construção em madeira
Local: Praia dos Moinhos - Porto Formoso
Performance: A escultura será incendiada no dia 3 de Setembro de 2017 pelas 06:00H

"Eko"

Autoria: Diogo Jácome Correia
Intervenção: Construção em madeira
Local: Parque dos Moinhos

"Mar de plástico"

Autoria: Filipe Tavares e Nuno Malato
Intervenção: Escultura em plástico
Local: Praia de Santa Bárbara

Edições Anteriores

2016

2015

Regras Gerais

  • O acesso ao recinto do festival é pago mediante a compra de bilhete, através da bilheteira online, pontos de venda, ou durante o festival, nos locais e horários estabelecidos. Os menores de 10 anos não pagam. Os menores de 16 anos devem estar acompanhados por um adulto portador de bilhete.
  • A venda de bilhetes durante o festival terá lugar na bilheteria localizada no Parque dos Moinhos, nos dias 1 e 2 de Setembro, entre as 18h00 e as 02h00.
  • Os portadores de bilhetes e convites devem obrigatoriamente apresentar os seus ingressos na Bilheteira do festival, antes de entrarem no recinto do festival.
  • A troca dos bilhetes e convites por pulseiras é obrigatória e deverá ser efetuada na bilheteria, antes de entrar no recinto do festival.
  • É obrigatório o uso da pulseira durante o período do festival.
  • As pulseiras são pessoais e intransmissíveis. Pulseiras danificadas perdem a validade.
  • Não são permitidas trocas ou devoluções de bilhetes, convites ou pulseiras.
  • O programa do Festival pode estar sujeito a alterações sem aviso prévio, não havendo lugar ao reembolso da importância dos bilhetes se ocorrer uma interrupção do evento e / ou uma substituição do programa ou atividade no festival resultante da ocorrência de uma situação de natureza extraordinária ou imprevisível exterior à vontade dos organizadores.
  • A organização não se responsabiliza pela validade das entradas ou convites não adquiridos em postos oficiais.
  • Por razões de segurança, todas as pessoas serão sujeitas à revista. Não é permitida a entrada no festival garrafas, latas, selfie sticks, objetos cortantes ou outros que possam ser considerados perigosos.
  • Durante o festival não será permitida a entrada de animais de companhia no recinto, exceto o direito de acessibilidade de deficientes visuais acompanhados de cães-guia.
  • Se a data do Festival for alterada por qualquer motivo, o bilhete ou convite serão válidos para a data definitiva.
  • A organização agradece o comportamento cívico dos espectadores.
  • É proibida a venda de bebidas alcoólicas e tabaco a menores de 18 anos.

Recinto e Acessos

No recinto existem duas áreas de bar inseridas numa tenda de 500m2 e uma zona dedicada à restauração com uma ementa que abrange as tradicionais bifanas, comida de panela, pratos vegetarianos e fruta.

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Aqui adquires senhas para o bar e comidas, e merchandising (T-shirts e posters).

Existe uma zona de campismo selvagem gratuito num terreno contíguo ao recinto do evento.

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Parque de estacionamento com capacidade para 400 viaturas localizado na Freguesia do Porto Formoso e transporte gratuito para o recinto do festival. Parque exclusivo para os moradores e turistas residentes na zona dos moinhos.

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